terça-feira, 28 de agosto de 2007

The End

Finalmente em Portugal. Depois de uma cansativa viagem até Frankfurt sem grande espaço, em pé no meio do comboio, chegamos a Frankfurt Hbf (estação principal). Lá fora uma centena de agentes das forças especiais alemãs esperavam-nos. Bem, não propriamente a nós, mas a umas dezenas de milhares de adeptos de dois clubes alemãs. Hooligans das claques de duas equipas que se iam confrontar na estação. Como nós não tínhamos aspecto de hooligans, mesmo com as barbas por fazer, foram muito solícitos às nossas perguntas, com bom inglês, embora sem a informação necessária. Onde raio se apanhava o autocarro que liga a estação de Frakfurt ao aeroporto de Frankfurt-Hann onde opera a RyanAir (o aeroporto de frankfurt só tem mesmo o nome, pois dista em 120Km da cidade). Lá encontrámos o autocarro com uma Tuga à porta (estamos em todo o lado), a Raquel que viajava com uma amiga polaca. Tivemos uma animada viagem até ao aeroporto, em troca de experiências (vejam lá as bocas porcas). O aeroporto é uma verdadeira bosta. Um terminalzeco que funciona basicamente para apoio à RyanAir, com, pasmem-se, um farol... Nunca tinha visto um farol num aeroporto (presumo que por muito longe de Frankfurt, não daria para chegar de barco). Low cost deve ser assim mesmo. Para quê pagar radares (instalação e operadores), quando se pode ter um farol? Se serviu durante tantos anos para a navegação, porque não aproveitar? Não deve é ter ILS (instrument Landing System).

A viagem foi sossegada num avião baptizado de "Bye bye Easyjet" e chegamos manhazinha cedo ao fabuloso Aeroporto Sá Carneiro. Home Sweet Home.

Antes do descanso dos guerreiros ainda houve tempo para uma francesinha.

Este post não é o último, esperem pelos posts de balanço final e por muitas fotos.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Praga

Estourados. Cheiramos muito mal dos pes. Ja mal nos aguentamos sem fazermos uma sesta.
Ultima tarde em Budapeste a tentar contactar um pouco mais com a populacao evitando os centros turisticos. So personagens.
Viagem para Praga MUITO atribulada. Quando a Sra da Estacao me disse que nao seria necessario reserva (marcacao de lugar) ja previa problemas. Atraso de uma hora (o comboio vinha de Bucareste). Centenas de BackPackers a saltar para dentro do comboio para um lugar decente. Nossa carruagem com vidros partidos em ambas as portas, com aspecto de tiros (o comboio vinha de Bucareste). Depois dos funcionarios munidos de radios conferenciarem por meia hora, decidem tirar-nos da carruagem e mandaram-nos desemerdar para outras. Iam tirar aquela carruagem e nao iam por outra. Somos abordados por um Tuga que nos pergunta se somos brasileiros. Apesar da gafe, adoptamo-lo. Tambem cheira mal dos pes. Operacoes de encaixa e desencaixa carruagem a altas velocidades dentro da estacao e com os passageiros todos. Ha coisas que a UE ainda nao lhes trouxe (se bem que nao temos moral para falar).
carruagens cheias. La nos vamos safando com as varias saidas nas estacoes pelo caminho. 3 alemas pedem encarecidamente albergue na nossa carruagem. Como se diz que nao a jovens loiras nao gordas? Cabine a abarrotar e com um cheiro que fazia morrer todo o insecto que la entrava. Loiras dizem que de facto cheiramos mal, mas que havia piores. Um elogio destes nao chega todos os dias. Varela perfeitamente insuportavel e resingao pelas horas de sono a menos. Ate que se deu como vencido e passamos o resto da viagem na galhofa, a traduzir anedoas antigas para ingles, para desespero das alemas que queriam dormir. 6 controlos alfandegarios e 3 controlos de bilhetes. Alguns com uma agressividade terrivel. Chegados a Praga, encontrar ma ATM (caixa multibanco) pareceu uma tarefa herculea. La encontramos. 7 da manha no metro, ja com este a abarrotar (porra, que esta gente se levanta cedo). Vinda para o Hostel (que mais parece um Hotel), bem equipado e com boas condicoes, mas sem o espirito irreverente e de comunhao dos anteriores. Check in so de tarde, mas mitramos um bom (fabuloso) banho. Madrugada de Praga muito porreira. Cidade lindissima, cheia de predios trabalhados. Deparamo-nos com um festival de trajes tradicionais de toda a Europa. Portugal nao estava representado :(

Vou recuperar sonos.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Atras da cortina de ferro

Os ultimos dias tem sido passados nas antigas republicas comunistas. Bulgaria, Servia, Croacia e agora Hungria.

Belgrado. Capital da Servia. Tivemos o luxo de termos uns guias fantasticos, amigos do Pedro, que foram fantasticos anfitrioes. Alem de vermos e comermos em Belgrado nao turistico, para locais, muito melhor, tivemos uma verdadeira licao de historia. E que historia. Esta terra respira historia, sempre foi uma zona tampao, estrategica, e apetecida por todas as grandes potencias. Sente-se ainda na voz um certo ressaibo contra algumas potencias que fizeram dos servios yo-yo ao longo da historia. Do ponto de vista arquitectonico, transmite muito a sua era comunista. Imensos predios iguais em mau estado de conservacao. Centro da cidade muito bem arranjado, com zonas pedestres cheias de esplanadas. Muitos funcionarios da camara a varrer e apanhar lixo de dia e de noite. Em algumas zonas ainda se veem predios com marcas dos bombardeamentos da recente guerra. O forte e castelo sao magnificos, com uma vista inegualavel sobre o danubio. Percebe-se o porque do interesse estrategico de toda a gente. Acabamos o dia numa Beer Festival. Uma queima das fitas aqui dos gajos, mas em que os finos tem 0,5l invariavelmente. Densidade de mulher boa por metro quadrado imbativel.

Zagreb. Capital da Croacia. Estivemos apenas umas horas, entre 'voos'. Pareceu-nos uma terra fantastica, com edificios porreiros, arranjados. Nem sinal de lixo nas ruas, mais uma vez. Muitos edificios fabulosos. Aqui a influencia comunista ja nao se faz sentir tanto. Muita gente na rua. Muita gaja boa, mais uma vez.

Budapeste. Primeiras impressoes, pois acabamos de aqui aterrar. Estamos num Hostel chamado Madragoa. Centro da cidade, apartamento antigo transformado, pe direito altissimo. Ja ca encontramos uns portugueses, a sair. Aspecto de mais velhos que eu. Primeira volta pela cidade impressionante. Ruas e ruas de predios com fachadas trabalhadas. Podiamo-nos perder pelos bairros a olhar para cima ate termos um torcicolo. Jantar no Hostel feito pelo maninho.

sábado, 18 de agosto de 2007

uma imagem vale mais do que... de Atenas a Sofia

O gang que se juntou em Atenas
No templo de Aesclepius, a brincar aos medicos
Portugal na Grecia
'Tens de carregar no botao'
A imponencia... Acropole
Atleta Olimpico
O novo equipamento do Benfica

Foto artistica no b&B de Sofia

Pedro a treinar a dizer SIM em Bulgaro

Bar do B&B Red House, Sofia


O descanso dos guerreiros

Rojoes a moda de Sofia




Teatro Nacional em Sofia

Tomar banho na esplanada (como sao loucos, estes bulgaros)

Noticias de Sofia

Texto sem acentos, que estou a escrever num teclado cirilico.

Segundo dia em Sofia. Ja nao escrevia desde Roma.

Roma e uma cidade porreira, mas muito suja. Muito lixo no chao, maus cheiros por todo o lado, muitos predios devolutos. Lembra muito Lisboa. As zonas historicas sao engracadas, ainda transmitindo alguma da imponencia dos edificios romanos. De ha dois mil e tal anos. Da que pensar como pudemos involuir tanto para so agora estarmos capazes de construir assim outra vez. O Vaticano e fabuloso, lindissimo, imponente, cheio de gente, mas bem organizado. Assisti a uma missa na Basilica de S. Pedro, vista da cupula, a muitos metros do chao. A visto do topo da basilica e impagavel. O esforco de la chegar, subindo centenas de degraus tambem. Infelizmente, ja nao deu para ver a capela Sistina. Mas Roma tambem ficou com muito para ver. Sem duvida uma capital para voltar.

Atenas. As pessoas sao fantasticas, simpaticas, e muitas falam ou arranham ingles. Foi muito mais facil desenrascar num pais com um alfabeto diferente do nosso do que o que estava a espera. Ao fim de um dia ja conseguiamos orientar num mapa com o nosso alfabeto e transpor para o que liamos nas placas das ruas. Ficamos num Hostel pequenino, com condicoes medias, mas com um ambiente fabuloso. Fizemos montes de 'amigos', e andamos a conhecer atenas sempre com mais alguem. Atenas antiga ve-se rapidamente. Um dia inteiro chega para desbravar a parte historica. Novamente a mesma sensacao de que algures nos primeiros seculos regredimos estupidamente. Cheira-me que ira dar um grande texto para o outro blog. Os transportes publicos funcionam mal, e ainda por cima pagam-se, ja nao e como em roma. Os autocarros muitas vezes nao usam o numero, e como podem perceber e dificil perceber que autocarro e so pela descricao do destino dele. O Metro e razoavel. Nao me cheira que seja para la voltar. A nao ser para ver as periferias (corintos e afins).

Sofia. Fabuloso. Primeiro porque a nossa moeda aqui vale muito. Depois de duas semanas a fazer contencao de despesas, sabe bem uns luxozinhos a metade do preco de Portugal. E facil entendermo-nos. Ha bastante gente a falar ingles, fluentes. O cirilico ao fim de algum tempo tambem ja da para ir traduzindo, mas com bastante mais dificuldade que na grecia. A main religion deles e a igreja ortodoxa, o que faz com que as igrejas sejam completamente diferentes daquilo que estavamos habituados. Decoracao a base de umas coisas com o tamanho de livros com relevos em prata e pinturas por tras, que os nativos beijam regularmente. Estranho. Os edificios ainda transpiram muito da era comunista. Tem monumentos propositadamente feios para se lembrarem do dominio comunista e para nao se deixarem dominar outra vez.
Esta terra tem muitos mercados. Fruta e roupa, gadgets electronicos dominam. Depois algumas bancas com tudo e mais alguma coisa, com medalhas e capacetes nazis, mascaras de gas misturadas com bustos de lenine, maq fotograficas do seculo passado, maq de escrever de ha dois seculos, bandeiras de portugal, espadas e sabres (nao, seabra, nao te posso levar nenhuma), pistolas, tudo o que puderam deitar mao.

Estamos neste momento a fazer tempo para seguirmos viagem para Belgrado.

De la virao mais noticias. Ou de bratislava.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

momentos engracados

Tres historias caricatas ate agora:



1. Na praia, eu e o Pedro perguntamos a um senhor porque e que a bandeira estava vermelha se o mar estava tao calmo... a resposta apos uma pausa e com ar de nojo... "AH!! COMUNISTA!!".



2. Restaurante no sul de Italia:
Empregado - do you speek english?
Rui (com a sua melhor pronuncia britanica) - yes!!!
Emgregado - well... i don't!!!

3. Os tres num comboio a fazer uma longa distancia... ja no fim da viagem dois homens aparentemente muito amistosos... (dialogo no original foi em italiano... por motivos obvios fica aqui a traducao)
- de onde sao?
- Portugal!!!
- Pagaram bilhete?
- Sim...
- AH!!! entao nao "fizeram a portugues"!!!

Pelos vistos a nossa fama e terrivel em italia... ate ha uma expressao (qualquer coisa como "fare il portuguesi") que querera dizer, nao pagar, fazer um esquema... etc.

E com este post inauguro a minha escrita neste blog a meio da viagem...
Mais vale tarde do que nunca!!

Beijinhos e abracos
Miguel Capucho

Lizzano

De Roma fomos para Bari para seguir a nossa jornada ate Lizzano. Apanhamos um night train em roma as 23 e chegamos a Bari por volta das 6:30. Decidimos ir directos para a praia. Sim as 7 da manha encontravamo-nos na praia. Rodiados pela 3a idade de Bari e pelos obesos, numa praia pequenissima e sem qualquer tipo de ondulacao. Uma populacao simpatica, com um sentido de humor apurado mas com um dialecto impossivel de compreeender. Com o passar do tempo a frequencia da praia passou de velhos para familias inteiras e brasileiros de um grupo de capoira, que fizeram a festa ate a policia os expulsar da praia!


Depois da prainha fizemos um jantar num jardim (pic-nic) e fomos para o aeroporto esperar o grande Buda (Barata), que como sempre nos fez esperar eternidades. Ja com o Luca e com o Barata, seguimos para Lizzano. La, esperava-nos um B&B que mais parecia uma casa de turismo rural. Primeira noite no B&B tomei a liberdade de fazer uma piscina! Turismo rural que e turismo rural tem de ter uma piscina. Enquanto tomava um grande banho, deixei uns calcoes a lavar, mas sem fechar a torneira... qdo sai do banho, a casa de banho era uma piscina! A hora seguinte foi passada com a tolha de praia e de banho a secar minimamente o chao. (obrigado Rui pela ajuda).





No dia seguinte, acordamos com o telefonema do Luca para irmos almocar. Primeira noite em Lizzano dormiu-se muito bem, mesmo com o Miguel e o Barata a ressonarem! Chegamos a casa do Luca e, depois das apresentacoes, os homens sentaram-se a mesa enquanto as mulheres cozinharam. A mae do Luca cozinha bem e em grande quantidade. Nao me lembro de comer tanto como em casa do Luca. Depois da tainada, praia. Uma praia porreira, com uma agua deliciosa e uma percentagem de mulheres lindas por metro quadrado nunca antes vista. Ficamos horas na agua. A noite fomos para Lecce. Estivemos a noite toda num restaurante/disco em cima da praia. Muito giro. Apanhamos uma broa... Grande noite!

domingo, 12 de agosto de 2007

Estamos vivos

Estamos vivos, ainda. Pequeno intervalo no nosso inter rail, a lizzano, terra porreira, praia, mar limpido e quente. Estamos com o Barata e com um amigo 'local', o Lucca, que jà conheciamos do mes que passou no Porto.

Nao temos tido tempo (nem vontade) de estar on-line a descrever a nossa viagem, mas prometemos actualizar proximamente.

Algumas fotos para aguçar o apetite




Luca UnderWater


O povo num bar de Lizzano


Miguel @ Roma com uns òculos emprestados (de
uma gaja boa)

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Roma. Chegamos cà apòs quase 48h de viagem a dormir em comboios. A estaçao de Roma mais parece um aeroporto. Muito movimento, imensas lojas. Procuramos pelo posto de turismo e fomos imediatamente abordados por Emìlio, um personagem tirado das bandas desenhadas, com um crachà com a bandeira do reino unido, a perguntar se precisavamos de alojamento. Imediatamente tira do seu bolso uma centena de cartoes de Hostels e B&B e começa a telefonar a cada um a ver se nos arranjava um. Pergunta-nos vàrias vezes o nosso budget e sempre que do outro lado nao baixavam o preço para tal, passava-me o telefone. A coisa està bem montada. Devem ser anos a fazer isto. Como pelo telefone nao consegue, leva-nos a um B&B perto. Frisa varias vezes a sorte que tivemos, pois ele ja saiu de serviço mas nunca deixa malta pendurada. Chegados ao sìitio, perto da estaçao, cumprimenta o dono. Anuncia o valor, que por milagre é o que o homem leva pelo quarto. Um quarto merdoso. Mas com uma boa funcionària. Nao està incluida. Dizemos que nao. O homem baixa o preço. Ate chega a perguntar quanto queremos pagar à medida que saìmos. Agradecemos ao Emìilio a disponibilidade, mas pomo-nos nòs à procura. Voltamos para a estaçao para estudar o mapa e procurar alguns dos Hostals do meu guia. Sentamo-nos no meio da estaçao. Pedimos uma caneta emprestada ao grupo que estava ao nosso lado para irmos fazendo marcaçoes. O grupo era Tuga! Imediatamente poem-nos a par da sua experiencia em Roma e dao-nos o contacto do B&B onde estiveram e gostaram. Siga.
Chegamos ao Aladino. Casa antiga de Roma, pé direito enorme, mas com boas condiçoes e casas de banho renovadas. 22h. Ficamos. Jantar numa pizzaria proxima e volta nocturna de reconhecimento à praca navoni, fonte de trevi e praça das flores. Copo (carissimo) nesta ultima. A cerveja e o gin tonico ao mesmo preço, estranho. Pormenor interessante. Nao se paga para se andar de autocarro. Ja nos tinham dito, ao que pensei que havia muita gente a faze-lo. Nao. NINGUEM paga. Nao vi uma unica pessoa, turista ou local, a validar bilhete.

Espero que os proximos posts tenham fotos. Temos o nosso departamento tecnico a tratar disso.